meus ombros suportam, minha alma não.
cada grito na madrugada parecerá com o seu pedido de socorro
e a cada toque de telefone a esperança que tão logo se vai
nada mais me prende neste mundo que sempre vivi,
a calmaria me deprime ainda mais e
tua casinha agora vazia dá-me ânsia de um choro
que nunca vem por falta de lágrimas.
é aparente em meu rosto que aquele sorriso de nossas antigas aventuras
fora substituido por uma dor estranha em minha consciência.
aquela brisa do final de tarde jamais será a mesma
e o abraço caloroso de cada reencontro, lembrança e vontade de não mais voltar.
tua pressa de viver e ser feliz deixou-me pra trás;
quero, Deus, que brilhe e voe feliz como sempre fez.
um dia, em nosso reencontro, continuaremos como em nossa varanda
ouvindo os cantos mágicos dos pássaros
tudo o que sempre nos tranquilizou agora aproxima
quero que o meu descanso seja também o teu
e que nossas mãos entrelaçadas ou o pequeno sofá dividido
possam ser eternizados em nossos sonhos.

Um comentário:
como assim vazia ?
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