23 de nov. de 2007

a fé que eu busco..

a culpa eterna por ter deixado faltar algo
meus ombros suportam, minha alma não.
cada grito na madrugada parecerá com o seu pedido de socorro
e a cada toque de telefone a esperança que tão logo se vai


nada mais me prende neste mundo que sempre vivi,
a calmaria me deprime ainda mais e
tua casinha agora vazia dá-me ânsia de um choro
que nunca vem por falta de lágrimas.

é aparente em meu rosto que aquele sorriso de nossas antigas aventuras
fora substituido por uma dor estranha em minha consciência.

aquela brisa do final de tarde jamais será a mesma
e o abraço caloroso de cada reencontro, lembrança e vontade de não mais voltar.

tua pressa de viver e ser feliz deixou-me pra trás;
quero, Deus, que brilhe e voe feliz como sempre fez.
um dia, em nosso reencontro, continuaremos como em nossa varanda
ouvindo os cantos mágicos dos pássaros

tudo o que sempre nos tranquilizou agora aproxima
quero que o meu descanso seja também o teu
e que nossas mãos entrelaçadas ou o pequeno sofá dividido
possam ser eternizados em nossos sonhos.





Um comentário:

Rluz disse...

como assim vazia ?