20 de mar. de 2007

life is just a dream and love is just a game..

Desperto, ainda tonto.
Não lembro-me de como adormeci. Sinto apenas uma vontade incessante de ir ao banheiro. Parece que acabei de ter um orgasmo.
O estranho é que estou limpo. O impressionante é que após sair do banho, noto que passaram-se pouco mais de duas horas.

Volto pra sala e minha tv continua no mesmo canal. Analizo tudo com calma, não tenho pressa.
Parece que me doparam ou me hipnotizaram. O pior é que sempre que eu tento acessar esta parte da minha memória, não consigo.

Todo este bloqueio me impede de descobrir algo maior. Algo que com certeza mudaria minha vida por completo.

Espero apenas poder um dia saber o que realmente aconteceu comigo neste dia. Se minha suspeita de ter sido uma cobaia de uma experiência ou apenas um monitoramento de rotina estavam corretas.

Quem teria interesse em fazer quaisquer tipos de testes em mim? A quem mais essa vidinha medíocre que eu levo interessaria além do próprio que vos escreve?

Estou chegando em um ponto sem volta e muito interessante por sinal e, com fé, um dia conseguirei decifrar este enigma e responder estas perguntas.


Até lá, continuarei fingindo que nada sei e permitirei que continuem me analizando.

6 de mar. de 2007

dirija com .................................... mais amor..

"Até que está calmo para uma noite de domingo. Final de verão, estava eu rodando por aí, como sempre, procurando minhas latinhas para catar e ver se consigo um trocado qualquer, quando, de repente, me cruza a esquina um manco esquisito e sujo de areia ainda. Nem meu visual o agrediu, tanto que ele me abordou perguntando se eu conhecia algum lugar onde ele pudesse curtir um pouco e coisa e tal...
Bom - pensei comigo - turista ele não é, muito menos gringo, já que ele fala bastante as gírias daqui do Rio.
Por estar andando por aí nesse horário, de chinelos e bermuda, deve morar aqui por perto mesmo ou é algum suburbano que perdeu o último metrô.

Não demora e estamos no
pavão, já que o cantagalo não estava seguro hoje, e ele cantarola na subida: 'vida louca, vida. vida breve..'. Estaria eu então diante de um novo cazuza?

Logo esse manco maluco acelera e eu o perco de vista... Quando o vejo novamente, ele está discutindo com um cara do
movimento que aponta uma pistola irritado em sua direção.

É, realmente, eu que divido uma
kitnet com mais 4 loucos lá no topo da ladeira, ainda não tinha visto ou ouvido falar deste tal cazuza.

Depois de todo aquele redevu e muitas horas lá em cima viajando no visú de ipanema, nós ainda tomaríamos uma cerveja na praia antes do maluco ir embora da mesma forma que apareceu: do nada.
Desapareceu em meio às putas da atlântica e aos viciados que alí estavam pra roubar.

Eu diria no mínimo que foi uma aventura estranha... mas pra ele. É bem capaz de amanhã ele passar o dia com ressaca dos três dentes de alho que comera no
la mole para se liberar não sei do quê e poder chegar em casa tranquilo. Porém, uma certeza eu tenho: nunca mais o verei."

..

3 de mar. de 2007

blasfemando a loucura..

-"Afinal, que problema há em ir à rua de toalha pra comprar marisco?"

Em casa todos somos loucos (sozinhos então, minha nossa!). Só fiz o que todos têm vontade de fazer mas um tal de pudor os impede. Lembro-me ainda de um tal de Nelson Rodrigues falando que esse mesmo "pudor é a mais afrodisíaca das virtudes".
Oras! Talvez por isso então é que as pessoas tanto o querem ter (ou ao menos fingir).

(Tenho que ser rápido, pois daqui a pouco eles me levam daqui e me tiram este espaço.)

A princípio este deveria ser um espaço para falar de cinema em uma linguagem culta, porém prazeroza de ler, mas agora está mais para um blog de um junkie com os relatos da sua vida medíocre que ele tanto odeia.

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(Falemos de cinema então.)


Já perceberam que de um tempo pra cá o cinema brasileiro, depois de todas as mudanças que me fizeram amá-lo, tem se tornado muito repetitivo?
Pois é. O Foco principal sempre são as drogas, favelas, tráfico, mortes.
Como tudo demasiado enjoa, eu me preocupo com o futuro do meu tão queridinho cinema brasileiro.
Comparando-o à mim. Essas histórias e contos de drogas já deram o que tinham que dar. Enjoou. Chega!


(e agora josé? o que fazer com meu livro e meu roteiro adaptado que fala, justamente, sobre isso?)


..



(voltemos à loucura mais uma vez então..)


Tenho medo que Ela roube minha identidade e minha criatividade. Mesmo sendo factante essa minha crise ultimamente, ainda gostaria de poder voltar a ser o que era.

Mas não sejamos hipócritas. Quem nunca colou uma meleca de baixo do sofá ou bebeu água no gargalo da garrafa que atire a primeira pedra, já diria Jesus.

Eu apenas briguei com uma igreja inteira chamando a todos de hipócritas. Mas isso não é loucura!
(Loucura é ir à rua apenas de toalha pra comprar marisco.)

Assim como eles estavam em um local público expressando sua opinião, eu, sozinho, expressei a minha opinião também.
Ponto pra mim, pois provei a hipocrisia de todos os evangélicos quando comprovei minha teoria de que eles e seus falsos dogmas se acham os donos da verdade, jamais abrindo espaço para outras opiniões.

Quando 5 ou 6 obreiros da universal partiram para cima de mim com suas "super bíblias" e seus cajados tentando me agredir apenas porque eu pensava diferente deles e clamando à Deus para que o satanás ali presente saísse do meu corpo e todos esses blá blá blás que sempre falam. (e a paz que eles supostamente deveriam pregar? - você deve estar se perguntando)

Não sou ateu. Acredito em Deus de uma forma racional. Isso chama-se Deísmo. Eu penso, analiso e por fim tiro minhas conclusões. Não preciso carregar uma bíblia com conteúdo manipulado pelas igrejas durante todos estes anos de cristianismo e decorar meia dúzia de versículos para aí sim "poder ir para o céu".

Muito menos escondo-me atrás deste artifício como todos estes hipócritas o fazem, e cá entre nós, para tudo existe uma desculpa na bíblia. (até guardar 50 mil dólares para entrar ilegalmente nos estados unidos).

Realmente, chega a beirar o absurdo, mas tem tanta gente escondendo os motivos reais de uma decisão atrás do nome de Deus. É como se Deus virasse um “álibi” das burradas que cometemos. Ou seja, somos isentos de culpa quando dizemos que foi Deus quem mandou. Afinal, quando carecemos de autoridade – e porque não de personalidade – fica fácil esconder-nos atrás de quem tem autoridade! bullshit mais uma vez. O que realmente é terrível é que usamos o nome de Deus descaradamente em vão. Seja para assumirmos uma postura mais “espiritual” ou querermos mostrar que somos “santos” e seguimos apenas o que o senhor determina.

Deus não é o nosso "álibi sagrado" para as burradas que cometemos. É tanta gente fazendo idiotices em seus ministérios, denominações, amizades, lideranças e em suas vidas, dizendo com a maior cara de santo "foi o Senhor quem me direcionou a tomar tal decisão!", ou "este carro foi Deus quem me deu". Mais uma bullshit! Estou cansado de toda essa hipocrisia e, talvez por isso, eu tenha soltado o meu lado racional no meio destes hipócritas. (isso, você leu certo. Racional. Porque minha loucura eu não mostro assim tão fácil não).

Será que Deus não nos deu inteligência o suficiente para sabermos o que fazer? Será que Ele nos criou tão incapazes de decidir o que queremos?

Eu não acredito nisso, de verdade, não acredito mesmo. O que nos faz usar Deus como álibi para nossas decisões é o nosso medo de fracasso. É simples, para não deixar ninguém magoado com você, ou para ficar isento de culpa, é só dizer que "Deus mandou!" Que se magoem com Deus então, não é?!!! (haha)


Só que quando você faz isso, se encarrega de dois pecados simultâneos: a mentira e o usar o nome de Deus em vão.
Ah.. é tudo uma bola de neve. Se você for pegando pedaço por pedaço, vai ver o óbvio: "Ninguém é perfeito, afinal, somos humanos".

Ninguém vai pro "seu paraíso" só porque segue uma determinada religião, seita ou o que for.


Respeite-me com minha "loucura" e eu respeitarei todos os outros seres humanos por igual. (Ou este não é o certo?)

Fazer o certo porque é certo! É nisso que eu acredito. Não farei o certo porque está escrito na bíblia ou em qualquer outro "livro sagrado" de quaisquer outras religiões. Faço e sempre farei o Certo porque é Certo! E Ponto.



Ouvir Pashebell com seu Cannon maravilhoso ou ainda um "clair de lune" me fazem bem. Muito bem por sinal. Alguns diriam que é loucura fazer isso, nu, comendo marisco com limão e imitando Grieg.
Eu diria que me libertei desse falso pudor que todos dizem ter e do falso moralismo hipócrita que tanto nos cerca.


Viva!