quero que o foda-se seja merecido
que seja pra quem realmente amo
destinado à quem magoou-me
e à quem deixou-me assim.
quero que não seja à quem não gosto
a quem à mim nada significa
quero o gosto do gosto
quero quem me repudia
quem gosta mas não diz
quem diz e não faz
quem faz e não é
quem é e não traz.
à quem faz-me feliz
te amo, frente e traz
volta, amor, meu quiz
todo um, que trouxe-me paz.
5 de set. de 2016
inspiração..
ação e felicidade.
a inspiração é toda hora. é sempre.
é rara e cara.
difícil de ser capturada as vezes.
pode também ser provocada.
por sensações, sentimentos e seus extremos.
muitos além de mim também o fazem.
e também esquece do extremo da felicidade.
posso matar-me ao som de radiohead
ou escolher amizades positivas.
podes ter sonhos lúcido-inspirativos.
ou ler quem os vive.
a felicidade não existe se não for praticada.
a demagogia é contínua, mas a verdade, pura.
a inspiração é toda hora. é sempre.
é rara e cara.
difícil de ser capturada as vezes.
pode também ser provocada.
por sensações, sentimentos e seus extremos.
muitos além de mim também o fazem.
e também esquece do extremo da felicidade.
posso matar-me ao som de radiohead
ou escolher amizades positivas.
podes ter sonhos lúcido-inspirativos.
ou ler quem os vive.
a felicidade não existe se não for praticada.
a demagogia é contínua, mas a verdade, pura.
overdose falha de uma lucidez sonâmbula..
Como lidar com a violência?
Como lidar com o tráfico de drogas? com a polícia e com uma máquina pública ineficiente?
Como lidar com a corrupção? com a ganância e a crueldade? com o dinheiro?
As drogas não são culpadas pela violência. elas apenas a financiam.
geram lucros à quem está no topo desta grande pirâmide.
sua base é sub-humana.
é a fome, a dor, a morte-viva.
A guerra dá dinheiro.
dá status; poder.
A linha de frente se mata e não sabe (ou não quer saber) dos por quês.
Enquanto isso fingimos que isso não existe.
Criamos um mundo a parte para nossos filhos e tocamos nossas vidas com a fé de que ele é real até o próximo arrastão. até o próximo latrocínio. até a próxima ação desastrosa da polícia.
O estalar das balas é real. Não em minha casa; mas bem perto. Apenas a uma distância suficiente para que eu não ouça. Para que não dê pra sentir a fome e o sofrimento dos nossos flagelados.
A polícia militar é apenas faixada. São criminosos tão cruéis quanto quem combatem.
seguem suas leis, suas doutrinas e mandamentos sempre em busca do que o sistema impôe: O TER.
Ninguém hoje em dia faz prova para a polícia militar por orgulho a instituição. Muito menos pelo dinheiro.
É pelo poder mesmo. Pelo porte de arma. Pelo "acima da lei". Pela carteirada e, principalmente, pela grana.
Generalizações a parte, mas um soldado depois de formado na academia de polícia se vê em um grande dilema: seguir as leis do país e defender a população, arriscando sua vida em troca de alguns trocados ou seguir as leis paralelas e ganhar o que realmente deveria por correr tanto risco.
Assim o sistema criou esta coorporação de merda para defender com as mesmas armas, diga-se fora das leis, seu interesse.
o pior é quando crê-mos nas mentiras que criamos (ou que nos criam).
é o caso.
-----------------
O arrêgo do baile não foi pago. Queriam cinquenta mil enquanto o movimento só pagaria vinte.
Os frequentadores/usuários/viciados nada sabiam. "Apenas" estavam lá para financiar a guerra.
Desta vez nós participamos da guerra.
E Aquela velha história contada nos noticiários, que vezes não nos importamos, aconteceu.
A polícia atira pra matar. Sem diferenciar o vendedor de cerveja, o dono do bar, o playboy, o viciado em crack, as dançarinas, o trabalhador, a corôa que vende churrasquinho e o traficante.
Os traficantes revidam da mesma forma.
CORRERIA!!
Alguém foi pisoteado, mas nem ligo. Minha angústia tornou-se pânico e agora corro sem direção. Seguindo o grande fluxo no beco estreito.
De repente um pequeno portão se abre e já estou lá dentro. Acolhem-me receosos. Não há fala. Ninguém se conhece. Ninguém se enxerga.
-traz o bico! traz, traz, traz!!! - ouço lá fora.
E os tiros soam mais altos. Parecem vindos de cima das lages. Indo para elas. Do meu lado.
Sempre ouvi que o estalar não é perigoso. Apenas os zunidos. Isto quer dizer que os projéteis passaram perto.
Ouvi a todo instante.
BUUUUUMMMMMMMMMMMMMMM!
Granadas!
Gritaria.
BUMMMMM, BUMMMMMMMM, BUMMMMMMMMMMMMM!!!
-"Muniçããããoooo!!! TRAZ!"
-"Vem, vem, vem, vem, vemmmmm fiel!"
-"Vai! Vai, mete o pé. VAI VAI VAI!!"
PÁ, PÁ, PÁ, PÁ, PÁPÁPÁPÁPAÁPÁPÁPA´PAÁPÁPÁPÁPAAPA´PÁP´´Á... BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMM
Não sei o que fazer. Rezo e canto em pensamento para acalmar-me. Não há efeito.
E o efeito do que usei traz ainda mais dor, pânico, aflição.
As crianças deitadas no chão observam tudo. Parecem acostumadas com algo que não deveria ser normal. Eu não. Duas horas depois ainda tenho pavor a cada tiro, explosão e "bota a cara".
Imagino como elas crescerão tendo isso como rotina. Imagino o moleque que aparentava uns 12 anos destemido a procura de celulares e carteiras no meio da guerra. Tendo como heróis os moleques de 16 anos que portavam fuzis e trocavam tiros com os bandidos.
Os bandidos que mataram seu pai pelas costas tempos atrás alegando seu envolvimento com o tráfico.
Verdade ou não ele foi morto, suponho que na covardia, e seu filho, ainda criança, observando tudo da praça que brincava descalso.
Hoje ele quer entrar para o movimento.
Muitos outros também.
Ele quer ser bandido. Quer matar bandido. Porque pra ele, o bandido é a nossa polícia. A mesma que estapeou sua cara aos onze anos fazendo-lhe entender por quê a comunidade a odiava tanto. Quer colocar para fora toda essa dor que carrega desde a infância. Por ter que ficar deitado de baixo da cama sempre que houvesse confronto. Por conviver com a miséria, a violência e principalmente a falta de valores. A falta de expectativas. Seu sonho é ter um tênis da nike e uma blusa da seleção. Quer extravasar no gatilho do seu fuzil todas as lágrimas que lhe obrigaram a chorar. Todas as que conteve. Toda a esperança que lhe roubaram.
As quatro horas que entrei sem permissão em suas vidas, em sua casa, deram-me ainda mais admiração e respeito.
Foram quatro horas que senti sua dor. sua fome. sua miséria.
A violência nua e crua incentivada por imbecis como wagner montes e que não damos atenção.
Às sete e quinze da manhã deste sábado, minutos depois da retirada da polícia, pegamos o trem para casa, sujos, suados e cheios de lama, julgados pelos olhares de condenação e pena dos trabalhadores.
Aos bandidos mais fracos, fica o aviso: Semana que vem queremos os cinquenta mil.
Aos mais fortes: Não compartilhamos nossos lucros com vermes.
À mim: Chega!
e ponto final.
Bruno Pereira Pires.
Sábado, 08-11-08 18:33
vivo, com saúde e medo.
Como lidar com o tráfico de drogas? com a polícia e com uma máquina pública ineficiente?
Como lidar com a corrupção? com a ganância e a crueldade? com o dinheiro?
As drogas não são culpadas pela violência. elas apenas a financiam.
geram lucros à quem está no topo desta grande pirâmide.
sua base é sub-humana.
é a fome, a dor, a morte-viva.
A guerra dá dinheiro.
dá status; poder.
A linha de frente se mata e não sabe (ou não quer saber) dos por quês.
Enquanto isso fingimos que isso não existe.
Criamos um mundo a parte para nossos filhos e tocamos nossas vidas com a fé de que ele é real até o próximo arrastão. até o próximo latrocínio. até a próxima ação desastrosa da polícia.
O estalar das balas é real. Não em minha casa; mas bem perto. Apenas a uma distância suficiente para que eu não ouça. Para que não dê pra sentir a fome e o sofrimento dos nossos flagelados.
A polícia militar é apenas faixada. São criminosos tão cruéis quanto quem combatem.
seguem suas leis, suas doutrinas e mandamentos sempre em busca do que o sistema impôe: O TER.
Ninguém hoje em dia faz prova para a polícia militar por orgulho a instituição. Muito menos pelo dinheiro.
É pelo poder mesmo. Pelo porte de arma. Pelo "acima da lei". Pela carteirada e, principalmente, pela grana.
Generalizações a parte, mas um soldado depois de formado na academia de polícia se vê em um grande dilema: seguir as leis do país e defender a população, arriscando sua vida em troca de alguns trocados ou seguir as leis paralelas e ganhar o que realmente deveria por correr tanto risco.
Assim o sistema criou esta coorporação de merda para defender com as mesmas armas, diga-se fora das leis, seu interesse.
o pior é quando crê-mos nas mentiras que criamos (ou que nos criam).
é o caso.
-----------------
O arrêgo do baile não foi pago. Queriam cinquenta mil enquanto o movimento só pagaria vinte.
Os frequentadores/usuários/viciados nada sabiam. "Apenas" estavam lá para financiar a guerra.
Desta vez nós participamos da guerra.
E Aquela velha história contada nos noticiários, que vezes não nos importamos, aconteceu.
A polícia atira pra matar. Sem diferenciar o vendedor de cerveja, o dono do bar, o playboy, o viciado em crack, as dançarinas, o trabalhador, a corôa que vende churrasquinho e o traficante.
Os traficantes revidam da mesma forma.
CORRERIA!!
Alguém foi pisoteado, mas nem ligo. Minha angústia tornou-se pânico e agora corro sem direção. Seguindo o grande fluxo no beco estreito.
De repente um pequeno portão se abre e já estou lá dentro. Acolhem-me receosos. Não há fala. Ninguém se conhece. Ninguém se enxerga.
-traz o bico! traz, traz, traz!!! - ouço lá fora.
E os tiros soam mais altos. Parecem vindos de cima das lages. Indo para elas. Do meu lado.
Sempre ouvi que o estalar não é perigoso. Apenas os zunidos. Isto quer dizer que os projéteis passaram perto.
Ouvi a todo instante.
BUUUUUMMMMMMMMMMMMMMM!
Granadas!
Gritaria.
BUMMMMM, BUMMMMMMMM, BUMMMMMMMMMMMMM!!!
-"Muniçããããoooo!!! TRAZ!"
-"Vem, vem, vem, vem, vemmmmm fiel!"
-"Vai! Vai, mete o pé. VAI VAI VAI!!"
PÁ, PÁ, PÁ, PÁ, PÁPÁPÁPÁPAÁPÁPÁPA´PAÁPÁPÁPÁPAAPA´PÁP´´Á... BUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMM
Não sei o que fazer. Rezo e canto em pensamento para acalmar-me. Não há efeito.
E o efeito do que usei traz ainda mais dor, pânico, aflição.
As crianças deitadas no chão observam tudo. Parecem acostumadas com algo que não deveria ser normal. Eu não. Duas horas depois ainda tenho pavor a cada tiro, explosão e "bota a cara".
Imagino como elas crescerão tendo isso como rotina. Imagino o moleque que aparentava uns 12 anos destemido a procura de celulares e carteiras no meio da guerra. Tendo como heróis os moleques de 16 anos que portavam fuzis e trocavam tiros com os bandidos.
Os bandidos que mataram seu pai pelas costas tempos atrás alegando seu envolvimento com o tráfico.
Verdade ou não ele foi morto, suponho que na covardia, e seu filho, ainda criança, observando tudo da praça que brincava descalso.
Hoje ele quer entrar para o movimento.
Muitos outros também.
Ele quer ser bandido. Quer matar bandido. Porque pra ele, o bandido é a nossa polícia. A mesma que estapeou sua cara aos onze anos fazendo-lhe entender por quê a comunidade a odiava tanto. Quer colocar para fora toda essa dor que carrega desde a infância. Por ter que ficar deitado de baixo da cama sempre que houvesse confronto. Por conviver com a miséria, a violência e principalmente a falta de valores. A falta de expectativas. Seu sonho é ter um tênis da nike e uma blusa da seleção. Quer extravasar no gatilho do seu fuzil todas as lágrimas que lhe obrigaram a chorar. Todas as que conteve. Toda a esperança que lhe roubaram.
As quatro horas que entrei sem permissão em suas vidas, em sua casa, deram-me ainda mais admiração e respeito.
Foram quatro horas que senti sua dor. sua fome. sua miséria.
A violência nua e crua incentivada por imbecis como wagner montes e que não damos atenção.
Às sete e quinze da manhã deste sábado, minutos depois da retirada da polícia, pegamos o trem para casa, sujos, suados e cheios de lama, julgados pelos olhares de condenação e pena dos trabalhadores.
Aos bandidos mais fracos, fica o aviso: Semana que vem queremos os cinquenta mil.
Aos mais fortes: Não compartilhamos nossos lucros com vermes.
À mim: Chega!
e ponto final.
Bruno Pereira Pires.
Sábado, 08-11-08 18:33
vivo, com saúde e medo.
sobre a música..
há pouco assisti o tal de roberto justus no jô.
judeu, empresário de sucesso e agora cantor.
é verdade: cantor!
este é mais um destes seres humanos imbecis que necessitam satisfazer a todo momento o seu ego.
a parte boa é que esses imbecis são minoria.
e não vá pensando que é porque ele é bem sucedido. hoje mesmo assisti uma reportagem sobre a aposentadoria do tio bill gates.
tá certo que ele também não é lá exemplo de bondade. tornou-se o homem mais rico do planeta com uma idéia roubada de outro. eliminou os concorrentes e monopolizou mercado por muito tempo.
mas hoje luta contra a pobreza no mundo. criou uma ong e tudo.
o que, ao meu ver, também nada quer dizer.
enriquecer os pobres é enriquecer ainda mais os ricos.
quanto mais as pessoas subirem suas posições sociais, mais windows será vendido. (e o tio bill continua dono soberano das ações da M$, ele só aposentou-se da carreira executiva.)
-então quer dizer que a desigualdade nunca irá acabar?
não necessariamente.
a tendência é explodir uma grande coisa daqui há alguns tempos. uma guerra que já acontece há muito tempo irá explodir de verdade e o planeta jamais será o mesmo. nós, seres humanos, jamais seremos os mesmos.
a guerra pela vida entre ricos e pobres.
-pela vida?
é!
-como?
imagine este planeta daqui há 30 anos somente.
imagine a população de seres humanos já bem longe da barreira dos 10bilhões de habitantes.
a quantidade de alimentos q temos condições de produzir não vai muito além da atual, ou seja, muitas pessoas passarão fome.
o número de seres existindo na miséria é o dobro do que come.
rebelião e guerra.
os famintos já nascerão odiando os ricos e os ricos pensando em como matar mais facilmente os pobres.
este é o início da quase-extinção da raça humana neste planeta.
mas também é tempo para recomeçar. é o momento em que novos seres humanos evoluem e se libertam dos instintos animais aos quais eram agarrados.
quando essas ocorrências irão ocorrer já é outra história.
-e a música?
ah, a música!
essa sim é apaixonante. música é a melhor definição de amor. não o que nos fazem acreditar e que nos contam, quando ainda crianças, perguntamos para os mais velhos o que seria isso.
amor não está diretamente ligado ao sofrimento.
amor é a ausência de tudo. a presença de nada.
amar é viver o bem incondicionalmente.
música é isso.
não existe nenhum ser humano neste mundo que não goste de música.
só não concordo que imbecis como o justus, que jamais sentiu o que é música na vida, faça música.
deixe isso para quem é feito de música.
eu vivo de música. respiro, bebo e como isso. é minha vida.
e só gosto de música de quem a faz pelos mesmos motivos que eu: por amor.
então eu insisto: roberto justus, você está demitido da minha playlist.
12-11-2008
judeu, empresário de sucesso e agora cantor.
é verdade: cantor!
este é mais um destes seres humanos imbecis que necessitam satisfazer a todo momento o seu ego.
a parte boa é que esses imbecis são minoria.
e não vá pensando que é porque ele é bem sucedido. hoje mesmo assisti uma reportagem sobre a aposentadoria do tio bill gates.
tá certo que ele também não é lá exemplo de bondade. tornou-se o homem mais rico do planeta com uma idéia roubada de outro. eliminou os concorrentes e monopolizou mercado por muito tempo.
mas hoje luta contra a pobreza no mundo. criou uma ong e tudo.
o que, ao meu ver, também nada quer dizer.
enriquecer os pobres é enriquecer ainda mais os ricos.
quanto mais as pessoas subirem suas posições sociais, mais windows será vendido. (e o tio bill continua dono soberano das ações da M$, ele só aposentou-se da carreira executiva.)
-então quer dizer que a desigualdade nunca irá acabar?
não necessariamente.
a tendência é explodir uma grande coisa daqui há alguns tempos. uma guerra que já acontece há muito tempo irá explodir de verdade e o planeta jamais será o mesmo. nós, seres humanos, jamais seremos os mesmos.
a guerra pela vida entre ricos e pobres.
-pela vida?
é!
-como?
imagine este planeta daqui há 30 anos somente.
imagine a população de seres humanos já bem longe da barreira dos 10bilhões de habitantes.
a quantidade de alimentos q temos condições de produzir não vai muito além da atual, ou seja, muitas pessoas passarão fome.
o número de seres existindo na miséria é o dobro do que come.
rebelião e guerra.
os famintos já nascerão odiando os ricos e os ricos pensando em como matar mais facilmente os pobres.
este é o início da quase-extinção da raça humana neste planeta.
mas também é tempo para recomeçar. é o momento em que novos seres humanos evoluem e se libertam dos instintos animais aos quais eram agarrados.
quando essas ocorrências irão ocorrer já é outra história.
-e a música?
ah, a música!
essa sim é apaixonante. música é a melhor definição de amor. não o que nos fazem acreditar e que nos contam, quando ainda crianças, perguntamos para os mais velhos o que seria isso.
amor não está diretamente ligado ao sofrimento.
amor é a ausência de tudo. a presença de nada.
amar é viver o bem incondicionalmente.
música é isso.
não existe nenhum ser humano neste mundo que não goste de música.
só não concordo que imbecis como o justus, que jamais sentiu o que é música na vida, faça música.
deixe isso para quem é feito de música.
eu vivo de música. respiro, bebo e como isso. é minha vida.
e só gosto de música de quem a faz pelos mesmos motivos que eu: por amor.
então eu insisto: roberto justus, você está demitido da minha playlist.
12-11-2008
suicídio, banda e 27 anos..
evoluí tanto musicalmente.
quando era adolescente, sonhava, como a maioria, em ter uma banda e mostrar meu talento como músico e letrista. ficar conhecido, mudar o mundo e me matar.
tirando a parte do suicídio, desisti do resto.
no fundo sempre quis me matar. mas não queria que fosse uma morte qualquer, tinha que ter um contexto.
e qual contexto seria melhor que em uma banda de rock?
acho q na verdade nunca quis mesmo me matar. carrego este fardo desde meus oito anos, quando cultivei a culpa pela morte da minha mãe e desde então me penitencio com isso como se fosse um castigo.
ponto pra mim. pelo menos já reconheço meus traumas.
daqui pra frente, não sei mais o q fazer. não sei como curá-lo.
ninguém nunca me entendeu. nunca entendeu o que guardei no meu inconsciente e continuei seguindo minha vida, sabotando a mim mesmo e minha felicidade. nunca fui feliz. é certo até que os seres humanos em sua maioria não são felizes. mas eu não me encaixo nessa média. sempre vivi na tristeza total, com pouquíssimos momentos de equilíbrio.
da 'profissão' dos suicidas comecei a gostar e hoje, quase vinte anos depois, ainda sonho em montar uma banda.
talvez porque meus ídolos tenham se matado aos 27 anos e estou quase chegando lá. talvez por ter muita coisa escrita e composta, deixando-me na extrema necessidade de produzir. talvez os dois.
sou tímido, ou melhor, introvertido.
e isso sou de mais.
em meus momentos de depressão fico meses sem sair de casa. e isso não é um exagero.
minha timidez não baseia-se apenas no falar, ou na falta disso.
não consigo sair de casa se achar que estou chamando muita atenção, não consigo fazer coisas simples, como ir à padaria comprar pão se não me sentir bem.
e o pior, não consigo tocar, cantar e fazer o que mais gosto se não conhecer bem as pessoas.
aliás, não consigo me abrir à ninguém se não conhecê-lo bem.
-como montar uma banda então se não consegues tocar com ninguém?
aí é que tá. existem músicos babacas como em qualquer outra carreira. eu não entendia isso. não entendia como eu travava, apesar de anos de estudo e muita técnica, com músicos não tão bons.
é como no futebol: nunca gostei de jogar com aqueles fominhas ou aqueles super-ultra fodões que na verdade eram grandes babacas.
nunca gostei de tocar com pessoas assim.
o que torna minha banda mais rara ainda.
é assim: cada ser humano é diferente.
conhecemos vários! aos montes.
mas sabemos realmente os pouquíssimos que confiamos.
conseguimos nos abrir com quase ninguém.
é o que acontece comigo na música.
tocar é uma arte. é uma forma de colocar o sentimento em notas musicais e emocionar. trazer felicidade, angústia, dor. isso é música.
por isso não acredito em bandas de cata-cata com músicos ultra fodas, que usam suas técnicas de milhões de anos de estudo mas não transmitem nenhum sentimento.
-e essa banda, sái ou não sái?
meus amigos não querem.
até querem, mas um está trabalhando na europa e outro tá enrolado com o estudo e o namoro.
minha solução pra isso é transformar tudo em uma banda de um homem só.
estou montando um pequeno estúdio na minha casa e pretendo trabalhar um pouco mais em minhas composições e gravá-las, sozinho, instrumento por instrumento.
dá trabalho. MUITO! mas é um sonho que quero realizar.
(pelo menos para colocar pra fora todo este sentimento guardado aqui, quem sabe assim eu desista da música)
quando era adolescente, sonhava, como a maioria, em ter uma banda e mostrar meu talento como músico e letrista. ficar conhecido, mudar o mundo e me matar.
tirando a parte do suicídio, desisti do resto.
no fundo sempre quis me matar. mas não queria que fosse uma morte qualquer, tinha que ter um contexto.
e qual contexto seria melhor que em uma banda de rock?
acho q na verdade nunca quis mesmo me matar. carrego este fardo desde meus oito anos, quando cultivei a culpa pela morte da minha mãe e desde então me penitencio com isso como se fosse um castigo.
ponto pra mim. pelo menos já reconheço meus traumas.
daqui pra frente, não sei mais o q fazer. não sei como curá-lo.
ninguém nunca me entendeu. nunca entendeu o que guardei no meu inconsciente e continuei seguindo minha vida, sabotando a mim mesmo e minha felicidade. nunca fui feliz. é certo até que os seres humanos em sua maioria não são felizes. mas eu não me encaixo nessa média. sempre vivi na tristeza total, com pouquíssimos momentos de equilíbrio.
da 'profissão' dos suicidas comecei a gostar e hoje, quase vinte anos depois, ainda sonho em montar uma banda.
talvez porque meus ídolos tenham se matado aos 27 anos e estou quase chegando lá. talvez por ter muita coisa escrita e composta, deixando-me na extrema necessidade de produzir. talvez os dois.
sou tímido, ou melhor, introvertido.
e isso sou de mais.
em meus momentos de depressão fico meses sem sair de casa. e isso não é um exagero.
minha timidez não baseia-se apenas no falar, ou na falta disso.
não consigo sair de casa se achar que estou chamando muita atenção, não consigo fazer coisas simples, como ir à padaria comprar pão se não me sentir bem.
e o pior, não consigo tocar, cantar e fazer o que mais gosto se não conhecer bem as pessoas.
aliás, não consigo me abrir à ninguém se não conhecê-lo bem.
-como montar uma banda então se não consegues tocar com ninguém?
aí é que tá. existem músicos babacas como em qualquer outra carreira. eu não entendia isso. não entendia como eu travava, apesar de anos de estudo e muita técnica, com músicos não tão bons.
é como no futebol: nunca gostei de jogar com aqueles fominhas ou aqueles super-ultra fodões que na verdade eram grandes babacas.
nunca gostei de tocar com pessoas assim.
o que torna minha banda mais rara ainda.
é assim: cada ser humano é diferente.
conhecemos vários! aos montes.
mas sabemos realmente os pouquíssimos que confiamos.
conseguimos nos abrir com quase ninguém.
é o que acontece comigo na música.
tocar é uma arte. é uma forma de colocar o sentimento em notas musicais e emocionar. trazer felicidade, angústia, dor. isso é música.
por isso não acredito em bandas de cata-cata com músicos ultra fodas, que usam suas técnicas de milhões de anos de estudo mas não transmitem nenhum sentimento.
-e essa banda, sái ou não sái?
meus amigos não querem.
até querem, mas um está trabalhando na europa e outro tá enrolado com o estudo e o namoro.
minha solução pra isso é transformar tudo em uma banda de um homem só.
estou montando um pequeno estúdio na minha casa e pretendo trabalhar um pouco mais em minhas composições e gravá-las, sozinho, instrumento por instrumento.
dá trabalho. MUITO! mas é um sonho que quero realizar.
(pelo menos para colocar pra fora todo este sentimento guardado aqui, quem sabe assim eu desista da música)
teste de integridade do sistema..
comprei um laptop. enfim.
pleno 2008 e eu ainda sem laptop. justo eu?!
devem me achar um idiota por pensar assim em um país subdesenvolvido. mas isso é real.
onde já se viu no Japão alguém não ter um laptop? um celular então.. aff.
pois é, em pleno dois mil e oito.
onde já se viu seres humanos morrerem por desnutrição? pior ainda, por fome!?
desnutrição deveria matar mesmo. mas só anoréxicos e aqueles gordinhos que só comem besteira o dia todo.
-hmmm, besteira. defina besteira.
besteira é o que o gordinho do meu vizinho está fazendo agora: roçando sua pipa com linha de cerol em um fio de alta tensão.
o pior é que eu já fiz isso também, quando era criança.
-elas estão morrendo, né?
é verdade!
é uma vergonha pra raça humana toda esta desigualdade. é uma vergonha ganharmos tanto e pagarmos tão pouco nossos funcionários. pagarmos tão pouco nossos empregados.
eles só queriam uma oportunidade.
se um dia conseguirmos extinguir a fome e a pobreza no mundo, perceberemos o quão estagnados fomos em matéria de evolução.
se um dia começarmos a respeitar os outros seres vivos, tal como o pombo que está em cima do meu muro agora observando-me por exemplo, como eles merecem, aí sim iremos evoluir e perceber o nosso correto papel, que não seja na vida, mas pelo menos neste mundo: estamos aqui para acrescentar uns aos outros. pra respeitar, ser respeitado e evoluir mutuamente como formas de vidas que habitaram a Terra.
E falo desta forma porque nunca passei fome. E se você também nunca passou, bem-vinda ao clube dos imbecis que não querem compartilhar a renda.
Infelizmente TER um laptop ainda é luxo neste mundo de merda que vivemos.
-ah sim, e o laptop, está gostando?
Era mesmo sobre este que eu iria falar.
Ao mesmo tempo que temos pessoas passando fome neste mundo, temos uma fome de mundo passando pessoas neste tempo. Isso é a maldita globalização. (haha, aposto que não existe definição melhor que esta)
como internet é algo que faz parte da vida de nós, imbecis, toda minha casa já é conectada e meu laptop agora também já está online 24/7/30.
daí vem aquela sensação de que ele não é meu. a cada minuto são enviados relatórios de erros de falhas de programas (e isso não se restringe só à microsoft não, até o fdp do last.fm insiste em fechar-se e a enviar automaticamente os relatórios.
sem contar que a cada 10 minutos que eu nao estou na frente do computador, abre um programa diferente querendo recolher mais e mais informações minhas e a enviar a seus bancos de dados.
isso é o máximo da falta de respeito.
é o máximo da invasão não permitida do meu espaço.
Porra, eu não quero enviar minhas informações pra ninguém.
Por mais caro que tenha pago em seus softwares, eu não quero ajudá-los a torná-lo melhor. E não quero, por nenhum argumento, ser avisado de atualizações por e-mail ou por sms, sendo que se eu quiser atualizar, basta clicar em 'atualizar agora' no menu do programa.
As vezes tenho vergonha de ter nascido em uma família de classe alta. Ainda mais morando em um bairro pobre como o meu. O sistema nos impõe isso, infelizmente.
Deveria eu fazer o oposto: ter orgulho de ter nascido em uma família digna que jamais se corrompeu ou teve q montar em outro ser humano para crescer.
Hoje vejo ladrões e seus blusões baratos e pochetes na cintura.
Tenho vizinhos contraventores e vizinhos policiais corruptos de milicias. Além dos donos de agências de automóveis de faxada.
É, graças à Deus nunca vivi neste meio.
Graças à Deus eu posso ter orgulho de ter dinheiro honestamente neste país corrupto.
pleno 2008 e eu ainda sem laptop. justo eu?!
devem me achar um idiota por pensar assim em um país subdesenvolvido. mas isso é real.
onde já se viu no Japão alguém não ter um laptop? um celular então.. aff.
pois é, em pleno dois mil e oito.
onde já se viu seres humanos morrerem por desnutrição? pior ainda, por fome!?
desnutrição deveria matar mesmo. mas só anoréxicos e aqueles gordinhos que só comem besteira o dia todo.
-hmmm, besteira. defina besteira.
besteira é o que o gordinho do meu vizinho está fazendo agora: roçando sua pipa com linha de cerol em um fio de alta tensão.
o pior é que eu já fiz isso também, quando era criança.
-elas estão morrendo, né?
é verdade!
é uma vergonha pra raça humana toda esta desigualdade. é uma vergonha ganharmos tanto e pagarmos tão pouco nossos funcionários. pagarmos tão pouco nossos empregados.
eles só queriam uma oportunidade.
se um dia conseguirmos extinguir a fome e a pobreza no mundo, perceberemos o quão estagnados fomos em matéria de evolução.
se um dia começarmos a respeitar os outros seres vivos, tal como o pombo que está em cima do meu muro agora observando-me por exemplo, como eles merecem, aí sim iremos evoluir e perceber o nosso correto papel, que não seja na vida, mas pelo menos neste mundo: estamos aqui para acrescentar uns aos outros. pra respeitar, ser respeitado e evoluir mutuamente como formas de vidas que habitaram a Terra.
E falo desta forma porque nunca passei fome. E se você também nunca passou, bem-vinda ao clube dos imbecis que não querem compartilhar a renda.
Infelizmente TER um laptop ainda é luxo neste mundo de merda que vivemos.
-ah sim, e o laptop, está gostando?
Era mesmo sobre este que eu iria falar.
Ao mesmo tempo que temos pessoas passando fome neste mundo, temos uma fome de mundo passando pessoas neste tempo. Isso é a maldita globalização. (haha, aposto que não existe definição melhor que esta)
como internet é algo que faz parte da vida de nós, imbecis, toda minha casa já é conectada e meu laptop agora também já está online 24/7/30.
daí vem aquela sensação de que ele não é meu. a cada minuto são enviados relatórios de erros de falhas de programas (e isso não se restringe só à microsoft não, até o fdp do last.fm insiste em fechar-se e a enviar automaticamente os relatórios.
sem contar que a cada 10 minutos que eu nao estou na frente do computador, abre um programa diferente querendo recolher mais e mais informações minhas e a enviar a seus bancos de dados.
isso é o máximo da falta de respeito.
é o máximo da invasão não permitida do meu espaço.
Porra, eu não quero enviar minhas informações pra ninguém.
Por mais caro que tenha pago em seus softwares, eu não quero ajudá-los a torná-lo melhor. E não quero, por nenhum argumento, ser avisado de atualizações por e-mail ou por sms, sendo que se eu quiser atualizar, basta clicar em 'atualizar agora' no menu do programa.
As vezes tenho vergonha de ter nascido em uma família de classe alta. Ainda mais morando em um bairro pobre como o meu. O sistema nos impõe isso, infelizmente.
Deveria eu fazer o oposto: ter orgulho de ter nascido em uma família digna que jamais se corrompeu ou teve q montar em outro ser humano para crescer.
Hoje vejo ladrões e seus blusões baratos e pochetes na cintura.
Tenho vizinhos contraventores e vizinhos policiais corruptos de milicias. Além dos donos de agências de automóveis de faxada.
É, graças à Deus nunca vivi neste meio.
Graças à Deus eu posso ter orgulho de ter dinheiro honestamente neste país corrupto.
o sentido do nada..
agora, o vazio
o tudo não faz sentido.
meu tudo é nada
não há sentido
tive planos, metas, otimismo
poder.
renego.
e volto ao extremo da depressão
o extremo da tristeza
procuro alguém que não existe
e nisso, repito tudo o que já vivi.
queria apenas alguém que me ouvisse
sem que faça disso uma disputa.
não quero que sejas minha puta
quero a mim de outra forma.
com amor.
próprio ou alugado.
quero meu tudo.
e um pouco de nada que seja meu.
enquanto isso, finjo escrever, cantar, chorar e viver.
bru..
17-10-08
o tudo não faz sentido.
meu tudo é nada
não há sentido
tive planos, metas, otimismo
poder.
renego.
e volto ao extremo da depressão
o extremo da tristeza
procuro alguém que não existe
e nisso, repito tudo o que já vivi.
queria apenas alguém que me ouvisse
sem que faça disso uma disputa.
não quero que sejas minha puta
quero a mim de outra forma.
com amor.
próprio ou alugado.
quero meu tudo.
e um pouco de nada que seja meu.
enquanto isso, finjo escrever, cantar, chorar e viver.
bru..
17-10-08
23 de mar. de 2015
o filósofo..
chega de mentiras, de justificativas
a pessoa que engano sou eu
escrevo para mim coisas das quais quero acreditar
vivo algo imaginário.
surreal ao invés de irreal.
o NÃO não consigo
acabo atendendo obrigadamente a porta batida
em uma ciranda de falsidades criadas. (por mim, inclusive)
calo-me.
socego por dez minutos até que tudo mude
sonho acordado desde o que poderia ser
até quem eu torceria que batesse à minha porta
enquanto isso nada do que faço lhes interessa de verdade.
sou admirado pelos cães que amo e plantas que cultivo.
fodem-me a todo momento quem também dou amor.
roubam-me.
o escarro que tanto repudio é jogado em meu chão
como as cinzaz e cigarros.
e trazem ainda tantos outros curiosos.
que admiram algo que não me orgulho.
deveria.
e não deveria pelo personagem imortal criado
nas andanças eternas manifesta-se a solidão que ruge
e faz-te lembrar, nos passos arritmados, quão ruim a agonia do "não ter" é.
o "não ter" de amor.
a música encerra-se o poema, a vida, a solidão.
consolidando outro personagem eterno.
(solidão da última frase vem depois de vida pois a ênfase deste ser é dada principalmente à tragédias e melancolias, deixando a vida para segundo plano)
(entre 01-09 e 09-09-08)
a pessoa que engano sou eu
escrevo para mim coisas das quais quero acreditar
vivo algo imaginário.
surreal ao invés de irreal.
o NÃO não consigo
acabo atendendo obrigadamente a porta batida
em uma ciranda de falsidades criadas. (por mim, inclusive)
calo-me.
socego por dez minutos até que tudo mude
sonho acordado desde o que poderia ser
até quem eu torceria que batesse à minha porta
enquanto isso nada do que faço lhes interessa de verdade.
sou admirado pelos cães que amo e plantas que cultivo.
fodem-me a todo momento quem também dou amor.
roubam-me.
o escarro que tanto repudio é jogado em meu chão
como as cinzaz e cigarros.
e trazem ainda tantos outros curiosos.
que admiram algo que não me orgulho.
deveria.
e não deveria pelo personagem imortal criado
nas andanças eternas manifesta-se a solidão que ruge
e faz-te lembrar, nos passos arritmados, quão ruim a agonia do "não ter" é.
o "não ter" de amor.
a música encerra-se o poema, a vida, a solidão.
consolidando outro personagem eterno.
(solidão da última frase vem depois de vida pois a ênfase deste ser é dada principalmente à tragédias e melancolias, deixando a vida para segundo plano)
(entre 01-09 e 09-09-08)
depressão e cocaína..
depressão e cocaína
(bruno pires - 07-07-08)
é impossível viver com depressão e cocaína
ou melhor, talvez nem seja, fiz isso.
e chorei angustiado muitas vezes
na solidão que jamais entenderam
a fúria de um tímido é expressa em lágrimas
e loucuras impactantes que gritam por socorro
seus extravasos reprimidos no papel
seu amor delirante sempre será por alguém impossível.
pois ele jamais acredita que pode algo grande, e, se o tem, faz de tudo para perder.
e só assim perceber, no agora impossível, que também tem o direito de ser feliz.
mas ele só chora
e sua última energia, sugada pelo pó
e ao pó irá mas pensa, a cada dia, uma maneira menos dolorosa.
porque tem medo de encarar a vida
e insiste em achar que sua dor é a maior
e jamais enxerga a coisa mágica que sempre foi
renegando a si mesmo antes de qualquer coisa.
(bruno pires - 07-07-08)
é impossível viver com depressão e cocaína
ou melhor, talvez nem seja, fiz isso.
e chorei angustiado muitas vezes
na solidão que jamais entenderam
a fúria de um tímido é expressa em lágrimas
e loucuras impactantes que gritam por socorro
seus extravasos reprimidos no papel
seu amor delirante sempre será por alguém impossível.
pois ele jamais acredita que pode algo grande, e, se o tem, faz de tudo para perder.
e só assim perceber, no agora impossível, que também tem o direito de ser feliz.
mas ele só chora
e sua última energia, sugada pelo pó
e ao pó irá mas pensa, a cada dia, uma maneira menos dolorosa.
porque tem medo de encarar a vida
e insiste em achar que sua dor é a maior
e jamais enxerga a coisa mágica que sempre foi
renegando a si mesmo antes de qualquer coisa.
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