chega de mentiras, de justificativas
a pessoa que engano sou eu
escrevo para mim coisas das quais quero acreditar
vivo algo imaginário.
surreal ao invés de irreal.
o NÃO não consigo
acabo atendendo obrigadamente a porta batida
em uma ciranda de falsidades criadas. (por mim, inclusive)
calo-me.
socego por dez minutos até que tudo mude
sonho acordado desde o que poderia ser
até quem eu torceria que batesse à minha porta
enquanto isso nada do que faço lhes interessa de verdade.
sou admirado pelos cães que amo e plantas que cultivo.
fodem-me a todo momento quem também dou amor.
roubam-me.
o escarro que tanto repudio é jogado em meu chão
como as cinzaz e cigarros.
e trazem ainda tantos outros curiosos.
que admiram algo que não me orgulho.
deveria.
e não deveria pelo personagem imortal criado
nas andanças eternas manifesta-se a solidão que ruge
e faz-te lembrar, nos passos arritmados, quão ruim a agonia do "não ter" é.
o "não ter" de amor.
a música encerra-se o poema, a vida, a solidão.
consolidando outro personagem eterno.
(solidão da última frase vem depois de vida pois a ênfase deste ser é dada principalmente à tragédias e melancolias, deixando a vida para segundo plano)
(entre 01-09 e 09-09-08)
23 de mar. de 2015
depressão e cocaína..
depressão e cocaína
(bruno pires - 07-07-08)
é impossível viver com depressão e cocaína
ou melhor, talvez nem seja, fiz isso.
e chorei angustiado muitas vezes
na solidão que jamais entenderam
a fúria de um tímido é expressa em lágrimas
e loucuras impactantes que gritam por socorro
seus extravasos reprimidos no papel
seu amor delirante sempre será por alguém impossível.
pois ele jamais acredita que pode algo grande, e, se o tem, faz de tudo para perder.
e só assim perceber, no agora impossível, que também tem o direito de ser feliz.
mas ele só chora
e sua última energia, sugada pelo pó
e ao pó irá mas pensa, a cada dia, uma maneira menos dolorosa.
porque tem medo de encarar a vida
e insiste em achar que sua dor é a maior
e jamais enxerga a coisa mágica que sempre foi
renegando a si mesmo antes de qualquer coisa.
(bruno pires - 07-07-08)
é impossível viver com depressão e cocaína
ou melhor, talvez nem seja, fiz isso.
e chorei angustiado muitas vezes
na solidão que jamais entenderam
a fúria de um tímido é expressa em lágrimas
e loucuras impactantes que gritam por socorro
seus extravasos reprimidos no papel
seu amor delirante sempre será por alguém impossível.
pois ele jamais acredita que pode algo grande, e, se o tem, faz de tudo para perder.
e só assim perceber, no agora impossível, que também tem o direito de ser feliz.
mas ele só chora
e sua última energia, sugada pelo pó
e ao pó irá mas pensa, a cada dia, uma maneira menos dolorosa.
porque tem medo de encarar a vida
e insiste em achar que sua dor é a maior
e jamais enxerga a coisa mágica que sempre foi
renegando a si mesmo antes de qualquer coisa.
fanta família..
Fanta Família
(bruno pires - 08-07-08)
reneguei a família que também me renegou
e fui lutar por algo que jamais tive.
tornei-me quem tanto repudio
tudo o que nunca quis, sou
como eles, solitário e calado;
deprimido de uma vida que passou.
e passou da pior forma
levando todo o amor
deixando dor e pena
da família que nunca conspirou
(bruno pires - 08-07-08)
reneguei a família que também me renegou
e fui lutar por algo que jamais tive.
tornei-me quem tanto repudio
tudo o que nunca quis, sou
como eles, solitário e calado;
deprimido de uma vida que passou.
e passou da pior forma
levando todo o amor
deixando dor e pena
da família que nunca conspirou
fobia social..
fobia social
(bruno pires - 16-07-08)
a inquietude mixa os latidos
os passos são o metrônomo das sirenes.
há dias não ouço outras pessoas
seu corpo não é reconhecido no espelho
a vergonha tornou-se medo; pavor!
fazendo-se perder a conta do tempo que de lá não sái.
ignora visitas, veste-se mal
não mais pode usar as roupas que apreciava
responde negativamente aos convites
online, pois treme ao pensar em pessoas
esta vida me assusta. este gênio não existe
mas sabe bem que existirá um dia se renunciar-se.
(bruno pires - 16-07-08)
a inquietude mixa os latidos
os passos são o metrônomo das sirenes.
há dias não ouço outras pessoas
seu corpo não é reconhecido no espelho
a vergonha tornou-se medo; pavor!
fazendo-se perder a conta do tempo que de lá não sái.
ignora visitas, veste-se mal
não mais pode usar as roupas que apreciava
responde negativamente aos convites
online, pois treme ao pensar em pessoas
esta vida me assusta. este gênio não existe
mas sabe bem que existirá um dia se renunciar-se.
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