23 de mar. de 2015

o filósofo..

chega de mentiras, de justificativas
a pessoa que engano sou eu
escrevo para mim coisas das quais quero acreditar
vivo algo imaginário.

surreal ao invés de irreal.
o NÃO não consigo
acabo atendendo obrigadamente a porta batida
em uma ciranda de falsidades criadas. (por mim, inclusive)

calo-me.
socego por dez minutos até que tudo mude
sonho acordado desde o que poderia ser
até quem eu torceria que batesse à minha porta

enquanto isso nada do que faço lhes interessa de verdade.
sou admirado pelos cães que amo e plantas que cultivo.
fodem-me a todo momento quem também dou amor.
roubam-me.

o escarro que tanto repudio é jogado em meu chão
como as cinzaz e cigarros.
e trazem ainda tantos outros curiosos.
que admiram algo que não me orgulho.

deveria.
e não deveria pelo personagem imortal criado

nas andanças eternas manifesta-se a solidão que ruge
e faz-te lembrar, nos passos arritmados, quão ruim a agonia do "não ter" é.
o "não ter" de amor.

a música encerra-se o poema, a vida, a solidão.
consolidando outro personagem eterno.


(solidão da última frase vem depois de vida pois a ênfase deste ser é dada principalmente à tragédias e melancolias, deixando a vida para segundo plano)

(entre 01-09 e 09-09-08)

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