Meus lábios ainda dormentes de tanto lamber minha carteira. É claro q não era a carteira em si que eu apreciava.
Agora tudo está doce e ao mesmo tempo rápido demais. Todos estes estímulos cerebrais não me ajudam em meu objetivo.
Até seringa comprei... Nem os mais loucos concordaram com isso. Meu semblante não nega, tudo o que eu queria era acabar com esta dor.
Sempre que algo acontece, penso em desistir.. Por mais uma vez fiz amizade com o pessoal que fornece meu refúgio.
Meu amigo cortou a mão. Talvez o muro da estação não fosse tão baixo quanto pensávamos.
Sinta o cheiro vindo de mim. Ele me leva agora para um outro lugar, me faz sentir um pássaro; um viajante.
Estes vários lugares onde estou agora me acalmam... só por minutos.
Realmente, minha boca está adocicada.
Essa droga legal, mas que poucos têm acesso por ser de tarja preta, me dopa. Quero mais e mais.
Enquanto meu nariz sangra, sua dormência aumenta.
Sinto-me um pássaro novamente. Livre, mas perdido. Sem meu 'bando' para guiar-me.
Provavelmente morrerei se assim continuar.
| Acredite em mim: não estou fedendo à toa!
| Acredite em mim: eu não finjo ser este Durão sempre.
A maré abaixa, a brisa aumenta..
É tudo um grande coquetel molotov na qual minha cabeça é o núcleo.
(como seria se eu não voltasse deste lugar frio?)
| Acredite em mim: é difícil;
| eu tentei. algo me impede..
Veja-me como um homem. Tenha uma conversa olhando em meus olhos.
Realmente esse remédio está fazendo o efeito bem mais rápido do que eu esperava; agora, além da boca dormente, meu nariz sangra; enxergo tudo embaçado.
| e isso mais uma vez..
| como ontem,
| como esta semana, este mês..
Talvez seja a hora de parar. Ou pegar essa seringa e colocar a coca fervida no diazepan junto com um pouco de ar.
(E se não funcionasse??)
| E estou chorando de novo..
| segurando meu cigarro e me embebedando.
| E estou chorando de novo..
| largado na cadeira esperando uma bala entrar em minha cabeça ou ao menos que eu caia no chão.
Minha cabeça e meu corpo não aguentam mais. Perdi tudo o que já fiz na vida. Não é mais possível dizer com precisão tudo o que já fiz para me matar aos poucos.
É, realmente Deus me quer muito bem.
Depois que eu morrer, alguem saberá quem eu realmente fui como pessoa?
Eu perdôo todos que me fizeram sofrer, inclusive quem eu pensava odiar.
Será que alguém me perdoaria por todos os males que já o fiz?
Será que tem alguém pelo menos me ouvindo? (ou lendo isso?)
bru..
12 de abr. de 2007
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Um comentário:
Eu!! leio, ouço, imprimo, guardo e um dia... farei um livro! parte vc, parte eu! te amo, seu louco!!
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