22 de abr. de 2007


Acredito que seja uma boa hora para voltar a falar de cinema... E, não por acaso, contando com a polêmica coincidência de hoje eu ter ido à uma das agradáveis salas aconchegantes da sétima arte. Muito embora essa seja a melhor ocasião, muitas outras também fora merecedoras de mais ou melhores comentários... Comentários, aliás, que eu ainda nem fiz, mas que do mesmo jeito... Já existem. Ao menos dentro da minha cabeça.

Fui assistir 300. E uma amiga me pergunta: “300 o quê que você viu?” Muito embora pudesse responder: “300 homens sarados sem camisa”, disse apenas: “os 300 espartanos que mudaram meus conceitos sobre a Grécia. Os 300 que mudaram um paradigma ignorante que eu nem sei qual era, Ou, ao menos não me recordo nesse momento.

Não parei de suspirar e me arrepiar durante o filme... que, aliás, só peca por não estar ainda entre os melhores filmes da história, porque na minha leiga e apaixonada visão, já está.
Uma verdadeira peripécia da Warner Bros. Pictures.O filme não é apenas é uma adaptação de Frank Miller, para as telonas, mas, um grande “Sucesso para a Warner Bros. Pictures. Realizado com apenas 60 milhões de dólares - uma pechincha para um filme épico - 300 já soma 367 milhões mundialmente” (omelete)
Realmente Frank Miller foi feliz ao criar o quadrinho que inspirou o filme, mas não menos brilhantes, foram o cineasta e roteirista Zack Snyder - Um garotão, muito embora não tão jovem, corpo atlético e com tatuagens cobrindo os braços (uma delas em homenagem à esposa e produtora executiva do filme, Deborah Snyder) – ; os roteirista Kurt Johnstad, Michael Gordon; e toda a galera envolvida na criação, direção e produção desse incrível épico. E parebéns, principalmente, porque todos eles, de fato captaram o que os quadrinhos nos diziam no silêncio das “narrativas”.
Uma fotografia perfeitamente elaborada e “totalmente quadrinhos”. As cores, as falas, pensamentos, as misturas do narrador, as pausas, os olhares, a escolha minuciosa de cada “quadro da página”, escudos que caem, cenas em sépia, contrastando com a polarização de outras... Enfim, um aglomerado feliz totalmente dentro do contexto.
Leônidas, o rei, conduzindo seus homens para a garganta do inferno, aqueles espartanos com a guerra na veia, e a batalha da alma, homens que foram criados para morrer pela melhor causa: a da sua nação; a preocupação de um rei em preservar a história e a memória de um povo, dão ao filme um delicioso prazer e uma incrível sensação de luta, garra e objetivo!
Mas, pra mim, um dos ápices da produção, foi ver o envolvimento da rainha espartana com a “bandeira” erguida pelo seu rei. Um povo grande, e poucos soldados de verdade, poucos escudeiros para um rei com tanta estima!
Assistir a queda da Pérsia, de Xerxes, o clima é de total embriagues ... Embriagues tão grande que não se altera, nem quando Leônidas morre, nem quando os bravos se tornam pintura, e a vitória faz parte apenas de sua alma e da realidade e sonho de cada espartano que posso ouvir essa história no futuro...
E o desejo e a fúria de um homem desejando a angustia eterna ao traidor?! Meu Deus, pulei da cadeira!!
Depois...
Alguém sugeriu ser um filme “mentiroso”. Mas ainda não entendi a necessidade de ser fiel à história, se o filme é também arte e entretenimento. Ainda não entendi a falta de paladar para esse determinado alimento... enfim. Adorei e sai saciada da minha sede de sétima arte. E, por isso, recomendo.

3 comentários:

Anônimo disse...

pq depois de 'warner bross' e 'pictures' vc colocou um 'ponto' ??

e....... grrrrrrrrrr
poxaaaaaa
eu ainda nao assisti esse filme.. nao conte o final por favor...
hehe

breve.. muito breve eu assistirei
bjooooo

Anônimo disse...

na verdade, esse parágrafo entre parêntese, escrito (omelete), eu fiz uma citação do site, ou seja, copiei e colei e estava assim. ok? era só informação sobre o "valor" do filme ;) e não conto não, mas se vc conhece um pouco de história... ja sabe o final ;) te amo

Bruno Pira disse...

oxe...
calma tá?