"Até que está calmo para uma noite de domingo. Final de verão, estava eu rodando por aí, como sempre, procurando minhas latinhas para catar e ver se consigo um trocado qualquer, quando, de repente, me cruza a esquina um manco esquisito e sujo de areia ainda. Nem meu visual o agrediu, tanto que ele me abordou perguntando se eu conhecia algum lugar onde ele pudesse curtir um pouco e coisa e tal...
Bom - pensei comigo - turista ele não é, muito menos gringo, já que ele fala bastante as gírias daqui do Rio.
Por estar andando por aí nesse horário, de chinelos e bermuda, deve morar aqui por perto mesmo ou é algum suburbano que perdeu o último metrô.
Não demora e estamos no pavão, já que o cantagalo não estava seguro hoje, e ele cantarola na subida: 'vida louca, vida. vida breve..'. Estaria eu então diante de um novo cazuza?
Logo esse manco maluco acelera e eu o perco de vista... Quando o vejo novamente, ele está discutindo com um cara do movimento que aponta uma pistola irritado em sua direção.
É, realmente, eu que divido uma kitnet com mais 4 loucos lá no topo da ladeira, ainda não tinha visto ou ouvido falar deste tal cazuza.
Depois de todo aquele redevu e muitas horas lá em cima viajando no visú de ipanema, nós ainda tomaríamos uma cerveja na praia antes do maluco ir embora da mesma forma que apareceu: do nada.
Desapareceu em meio às putas da atlântica e aos viciados que alí estavam pra roubar.
Eu diria no mínimo que foi uma aventura estranha... mas pra ele. É bem capaz de amanhã ele passar o dia com ressaca dos três dentes de alho que comera no la mole para se liberar não sei do quê e poder chegar em casa tranquilo. Porém, uma certeza eu tenho: nunca mais o verei."
..
6 de mar. de 2007
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Um comentário:
cada vez me apaixono mais... cada vez me questiono mais!!!
mas como faço mesmo pra postar?
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