Voltemos às rotinas normais de vidas agitadas, ou nem tanto, da quarta feira de cinzas.
(Cinzas? Que cinzas?)
Nem o céu está com esta cor, pro meu desespero.
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Não criticarei quem gosta desse feriado prolongado, muito menos quem não gosta. Nem virei aqui tentar dizer todo aquele bla bla bla demagôgo sobre injustiça social, pobreza, fome, corrupção, desemprego de que todos falariam e que o povo se esquece de tudo isso durante o carnaval.
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Para um cara pálida como eu (literalmente), sol e carnaval são grandes torturas nesta minha vidinha pacata. Porquê então não torná-la mais pacata?
Fui então acampar com grandes amigos(loucos) em um lugar muito longe(além de louco também), onde as pessoas se auto denominam roots.
"Root?" - antes que você geek como eu pense que trata-se de um login de administrador no linux, tem como significado algo em torno de... livre?

Definitivamente eu não sei responder. Só sei que foi bacana. Pessoas tão diferentes e animadas ao mesmo tempo. drogas, álcool, pôr do sol, amigos novos junto com os antigos, o contato mais puro que podemos ter com a natureza em uma cidade grande, e, até um lual, com minha participação inclusive, risos, muitos risos(olha que foram muitos mesmo) e coisas assim. Nota 10, não fosse, claro, nosso grande amigo sol, que insistiu em me perseguir. Ainda estou cobrando o "cinza" que tanto me falaram que aconteceria hoje, quarta.
A qualquer hora dessas conto algumas historinhas deste carnaval woodstock que passei.
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"Carnaval, desengano
Deixei a dor em casa me esperando
E brinquei e gritei e fui vestido de rei
Quarta-feira sempre desce o pano
Carnaval, desengano
Essa morena me deixou sonhando
Mão na mão, pé no chão
E hoje nem lembra não
Quarta-feira sempre desce o pano
Era uma canção, um só cordão
E uma vontade
De tomar a mão
De cada irmão pela cidade
No carnaval, esperança
Que gente longe viva na lembrança
Que gente triste possa entrar na dança
Que gente grande saiba ser criança"
(Sonho de um carnaval - Chico Buarque)
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